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As 18 principais tendências do jornalismo digital para 2018

Por: Mattheus Rocha

Olá! Seja bem-vindo ao projeto Novo Jornalismo!

Neste artigo irei compartilhar com você as 18 principais tendências do jornalismo digital para 2018!
Acredito que você irá se surpreender com algumas delas. Boa leitura!

As 18 principais tendências do jornalismo digital para 2018
Dividi as tendências nos seguintes temas (pensei em criar um específico para mobile, mas os smartphones e tablets já estão tão presentes em nossas vidas, que esse tema passeia pela maioria das tendências):

Google

Social Media

Facebook

Marketing de Conteúdo

Métricas

Inovação e Criatividade

Credibilidade

Postura Profissional

Caso queira pular para algum tópico específico, basta clicar nos respectivos links do índice acima. 😉

Por que escolhi estes temas?

Tenho percebido ao longo de minha carreira que o jornalismo passa por fases conturbadas há muitos anos. Os problemas foram se agravando tanto, que conheço muitos profissionais cuja maior preocupação é simplesmente manter a empregabilidade. Isso é muito ruim, pois esse pensamento vai se tornando fruto de um desejo por estabilidade que acaba sendo maior que a vontade de crescer profissionalmente e evoluir no mercado de trabalho.

Já vivenciamos uma onda de demissões em massa que parece não ter fim, modelos de negócio do jornalismo tradicional (TV, rádio e mídia impressa) se enfraquecendo, empresas de comunicação reduzindo porte ou fechando as portas, violência contra profissionais que fazem cobertura de rua, entre outros fatos. Além disso tudo, ainda há uma leva de estudantes se formando a cada semestre, o que faz com que muita gente entre no mercado de trabalho e resulta em uma distância cada vez maior entre oferta de emprego e profissionais disponíveis, o que é muito problemático.

Por outro lado, as agências digitais estão crescendo a cada ano, como estudos da ABRADi (Associação Brasileira dos Agentes Digitais) comprovam, e essas empresas precisam de profissionais qualificados para produção de conteúdo, entre outras funções que um jornalista pode desempenhar com assertividade.

Porém, o crescimento de empresas do setor de comunicação digital leva a outro debate, que é em relação à capacidade das universidades em acompanhar a velocidade de atualização de conhecimentos que são indispensáveis no mercado digital.

Por exemplo: atualizações algorítmicas do Google (mais de 700 por ano). Enquanto você está lendo este artigo, o algoritmo do Google pode estar sendo atualizado, e algumas dessas atualizações impactam diretamente em como você vai produzir conteúdo para a internet. Estar atualizado sobre este assunto é fundamental, pois se você produz conteúdo para a internet, vai querer que ele seja bem indexado e conquiste bons rankings na busca do Google, correto? O seu conteúdo precisa ser encontrável e o Google é uma plataforma fundamental para isso. Assim como seu conhecimento sobre o assunto pode ser fundamental para você conquistar uma boa vaga em uma agência digital.

Para se considerar um profissional atualizado e diferenciado, meu conselho principal é: não seja acomodado, busque novidades, participe de congressos, estude material (inclusive em inglês), siga referências do mercado de comunicação, ouça o que eles têm a dizer, acompanhe canais oficiais de mídias importantes como o Facebook para Empresas, o Blog Oficial do Google para Webmasters, entre outros, procure conquistar bons relacionamentos com profissionais influentes no mercado e tenha uma postura empreendedora.

O jornalista pode ter perfil empreendedor mesmo sem empreender abrindo uma empresa. Para isso, é preciso se posicionar como um profissional atualizado, que conhece ferramentas, tecnologias e estratégias modernas e que gera negócios para seus clientes e/ou empresa na qual atua. Isso vai fazer dele um profissional diferenciado no mercado. Se posicione à frente do seu tempo, como alguém que procura conhecimento, não simplesmente espera o conhecimento cair no colo. Isso também passa por uma questão comportamental. Por isso digo: busque conhecimento! Seja cada vez mais! Você pode!

Portanto, hoje é mais do que uma necessidade o jornalista tradicional ampliar seu leque de conhecimentos para as técnicas do jornalismo digital. O mercado está mudando, a forma como se consome conteúdo está mudando. Aquele princípio básico de diferenciar o papel do emissor e do receptor da informação, com o advento da internet e, principalmente, das redes sociais, mudou completamente. Hoje todo mundo é produtor de conteúdo e divulga notícias.

Os veículos tradicionais perderam a exclusividade de outrora. Isso também impacta em como se produz conteúdo e exige uma reinvenção contínua para jornalistas que pretendem ser atores importantes desse novo cenário. Já podemos afirmar com tranquilidade que uma das principais plataformas de divulgação de notícias do mundo é o Facebook. Então o jornalista precisa, no mínimo, ter um bom conhecimento de Facebook Marketing. Dependendo da função do jornalista, não é preciso dominar o tema, mas ter pelo menos uma boa noção é fundamental.

Hoje em dia, para produzir conteúdo para a internet é preciso ter boas noções de SEO e SMO, por exemplo. Você sabe o que é isso? Não? Então vai saber neste artigo. Vem comigo e vamos às 18 principais tendências do jornalismo digital para 2018!

Google

O Google tem mais de 97% de share de mercado entre os mecanismos de busca no Brasil, segundo dados da StatCounter Global Stats (atualizados em outubro/2017). Isso significa que não apenas todo jornalista que produz conteúdo para a internet, mas qualquer profissional de comunicação que tem seu material publicado em portais de notícias, blogs ou afins, precisa ter, no mínimo, bons conhecimentos sobre o funcionamento do Google.

O Google tem mais de 97% de share de mercado entre os mecanismos de busca no Brasil, segundo dados da StatCounter Global Stats (atualizados em outubro/2017)

1. SEO

SEO (search engine optimization: otimização para mecanismos de busca) é um conjunto de técnicas que tem como objetivo fazer com que páginas de sites, portais de notícias, e-commerces, blogs etc. sejam encontráveis na busca não paga do Google por internautas que pesquisem por palavras-chave relacionadas ao seu conteúdo, negócio e/ou nicho, mesmo que eles não conheçam sua marca, empresa e/ou produto.

Existem centenas de fatores de rankeamento, mas costumo separá-los em três pilares: tecnologia, conteúdo e referência.

Por tecnologia, é importante termos em mente a experiência de navegação do internauta. Sites precisam ter um carregamento rápido, código de programação limpo, imagens otimizadas, arquitetura da informação bem organizada, ser adaptável a dispositivos mobile, entre outros fatores.

Já no pilar conteúdo (que é o que mais interessa a jornalistas), é preciso sempre pensar em material multimídia, inédito, de qualidade, que seja facilmente compartilhável nas redes sociais e que responda às dúvidas, desejos e necessidades de quem o consome.

O terceiro pilar, referência, é uma espécie de complemento do segundo, pois quando você produz um conteúdo que atende as expectativas da sua audiência, é natural que você conquiste links de referência, seja em sites ou blogs, por exemplo, que citem seu conteúdo em formato de links, fazendo referência ao seu site.

Não consigo enxergar o jornalismo digital sem SEO, até porque suas técnicas podem ser usadas de diversas maneiras. Além da definição clássica do que é SEO, devemos levar em consideração o fato de que em praticamente todo ambiente digital em que você publicar uma matéria, uma foto ou um vídeo vai ter uma seção de busca. A seção de pesquisas do Instagram, por exemplo, é uma ferramenta de busca.

Muita gente questionou se o SEO ia morrer ao longo dos anos, devido a atualizações algorítmicas cada vez mais frequentes, mas, na verdade, enquanto houver ferramentas e mecanismos de buscas na internet, o SEO vai existir.

Google

O algoritmo do Google Brain Rank é a maior evolução nesse sentido, pois foi criado para tentar compreender como é o comportamento humano aplicado a buscas, com o objetivo de oferecer resultados personalizados cada vez melhores.

Entre as técnicas mais importantes de SEO para conteúdo, é fundamental trabalhar infográficos, material multimídia (fotos e vídeos) e otimização para uma leitura dinâmica, com o uso de subtítulos para formatar o conteúdo de uma forma mais organizada. A estética amigável do conteúdo é indispensável, já que as pessoas costumam fazer inicialmente uma rápida visualização do texto, como um scanner, e precisamos fazer com o que o internauta possa vir a procurar dentro do texto seja fácil de encontrar.

Mas antes de produzir sua matéria, além da apuração, é importante entender como o tema sobre o qual você vai escrever é buscado no Google, analisando volume de buscas no Google Trends, por exemplo. Que palavras-chave as pessoas estão buscando? Há alguma sazonalidade na intenção de buscas? Monte uma base de palavras-chave. Isso não vai impactar nas informações jornalísticas que você pretende transmitir, vai impactar apenas no estilo de escrita, porque você vai usar determinadas palavras-chave para o seu artigo ser melhor encontrável nos mecanismos de busca como o Google.

Fazer linkagem que enriqueça seu conteúdo também é muito importante, por isso relacione seu artigo a páginas complementares dentro do seu site ou blog e a outros veículos também. Por exemplo, se você usou como fonte do seu artigo uma pesquisa, coloque um link quando for citar essa fonte para quem se interessar por ler a pesquisa completa que originou seu conteúdo. Repare, por exemplo, como neste artigo uso esse recurso em diversas oportunidades… 😉

Recomendo a leitura do artigo Como Escrever Textos Ideais para Blogs, que tem várias dicas imperdíveis complementares a estas.

2. Google News Lab

O Google News Lab é um ambiente de aprendizado e desenvolvimento para jornalistas que querem iniciar ou se aperfeiçoar na produção de conteúdo otimizado para a internet.

Além dos tradicionais processos técnicos, criativos e de apuração, para suas publicações online alcançarem seu público-alvo e serem facilmente encontradas, é preciso estar atento a fatores como comportamento de navegação, volume e intenção de busca, otimização de sites e artigos, indexação e rankeamento em buscadores, e também análise de dados e métricas de visitação. Por isso o primeiro tópico deste artigo foi sobre SEO! 🙂

O Google News Lab foi criado com o objetivo de colaborar com jornalistas e empreendedores para construir o futuro do jornalismo. Em 2017 o programa destacou quatro áreas de atuação:

  • Verificação e credibilidade
  • Jornalismo de dados
  • Jornalismo imersivo
  • Diversidade no jornalismo

Google News Lab

Para mais informações sobre este canal, recomendo o artigo Como o Google News Lab pode ajudar jornalistas no universo digital, que escrevi na época de seu lançamento.

3. Google Mobile First

O Google está trabalhando em um algoritmo que vai priorizar a indexação e ranking de ambientes mobile, em vez de versões desktop. Isso significa que TODA produção de conteúdo para a internet deve ser pensada primeiro para mobile!

Uma das principais tendências do mundo em nossa profissão acompanha este pensamento. Trata-se do MoJo (Mobile Journalism: jornalismo móvel), movimento que ganha cada vez mais força, diria que proporcional ao crescimento da indústria mobile, já que a tecnologia possibilita não somente acessibilidade, mas também permite uma maior facilidade de registros instantâneos de todo tipo de informação, desde notícias a denúncias.

Outra iniciativa importante que tem como objetivo gerar uma melhor experiência de navegação ao usuário em ambientes mobile é o AMP (Accelerated Mobile Pages), projeto em código aberto que prioriza a velocidade de carregamento de páginas.

Projeto AMP (Accelerated Mobile Pages)

4. Google Post

O Google Post é uma nova funcionalidade muito legal associada ao Google Business (Local Search) e acredito que vá fazer a diferença em projetos de negócios locais! É uma espécie de Instagram Stories, um post não fixo, só que em vez de ficar 24 horas no ar, pode ser programado para ficar publicado durante até uma semana. Depois ele some automaticamente.

É possível usar imagens, vídeos e até GIFs animados, além de divulgar eventos e links para gerar tráfego para conteúdos específicos, como artigos ou notícias. Veja na imagem abaixo um exemplo de divulgação de um post da agência Fizzy Marketing Digital.

Google Post

Saiba mais em: https://posts.withgoogle.com/br

Social Media

O advento dos sites de redes sociais mudou a forma da sociedade se relacionar, criou uma nova geração de dependentes hipnotizados (rs) e possibilitou inúmeras maneiras de se fazer jornalismo de uma forma mais moderna e interativa.

Social Media

5. SMO

SMO (social media optimization: otimização para redes sociais) tem em sua essência um conceito bem semelhante ao SEO. Eu costumo dizer que o SMO é a adaptação do SEO às redes sociais, com a utilização de técnicas e estratégias que façam com que seu conteúdo seja mais encontrável nas redes sociais, cada uma com suas particularidades, claro, bem como fazer com que as suas redes sociais, ou de seus clientes, sejam encontráveis no Google.

Isso pode ser feito, por exemplo, otimizando de forma bem completa o preenchimento de informações da bio de redes sociais como Twitter, Instagram, Fan Page do Facebook etc., com um padrão assertivo que leve em consideração a encontrabilidade, de modo que elas apareçam na busca não paga do Google quando internautas procuram diretamente por figuras públicas como atores, políticos, médicos etc., além de empresas.

Há uma série de possibilidades de otimizações em cada site de redes sociais, mas uma que costuma fazer bastante diferença é trabalhar hashtags que o seu público procura, usa e interage, para ter mais alcance nos posts do Instagram, por exemplo.

6. Instagram Stories

Por falar em Instagram, o Instagram Stories já ultrapassou o Snapchat em número de usuários (cerca de 300 milhões por dia, quase o dobro do Snapchat!) e tem rendido excelentes resultados em conversões para os clientes da minha agência. Surpreendentemente, tenho um cliente cuja maior fonte de conversões é proveniente do Instagram Stories! 😮

Uma forma de ter mais alcance nos Stories é marcando local e usando hashtags. Geralmente muito mais pessoas veem os Stories, porque eles começam a aparecer publicamente nas páginas de buscas pelos locais e temas das hashtags, juntamente com os posts, o que potencializa os resultados. Para exemplificar, fiz uma busca pela hashtag #strangerthings. Veja no print abaixo como os Stories ficam destacados dos posts!

Busca do Instagram

Facebook

Como o Facebook é o maior site de redes sociais do mundo, preferi destacar uma categoria específica para citar 4 tendências muito importantes! Em 2016 mais de 100 milhões de brasileiros já se conectavam no Facebook todos os meses. Desse total, 93 milhões via dispositivos móveis.

7. Facebook Signal

Facebook Signal é uma plataforma de curadoria de conteúdo para jornalistas que precisam reunir fontes e incorporar conteúdos interessantes do Facebook e do Instagram, por intermédio de notícias e categorias temáticas, como cultura, entretenimento, esportes, entre outros.

No anúncio de lançamento do Facebook Signal, Andy Mitchell, diretor de parcerias de mídia do Facebook, disse que sua principal motivação foi atender uma demanda de jornalistas que demonstravam interesse em alguma ferramenta para identificar tendências, fotos e vídeos relevantes no Facebook e no Instagram, que pudessem ser utilizados em suas matérias ou relatórios.

Facebook Signal

Para mais informações, recomendo o artigo Facebook lança Signal, plataforma de curadoria de conteúdo para jornalistas, que escrevi na época de seu lançamento.

8. Facebook Journalism Project

Em janeiro de 2017, o Facebook lançou o Projeto Facebook para Jornalismo, principalmente devido às críticas em relação à propagação de notícias falsas (as famosas fake news). O projeto foi desenvolvido a partir do diálogo com veículos de comunicação (jornais, revistas e portais de notícias) e tem como base três pilares: criar produtos em parceria com os veículos, treinar jornalistas e criar uma comunidade mais bem informada.

Acessível em: https://media.fb.com/2017/01/11/facebook-journalism-project/

9. Instant Articles

O Instant Articles do Facebook é uma espécie de navegador mobile para notícias e artigos. Quando seu fã ou seguidor quer ler mais sobre determinado post, com essa tecnologia ele não precisa acessar um navegador externo, que eventualmente pode demorar a carregar e prejudicar sua experiência, pois o conteúdo é hospedado no próprio Facebook.

Há prós e contras em sua utilização, que são semelhantes aos do Facebook Notes em relação a indexação e encontrabilidade nas ferramentas de busca, além do domínio sobre o arquivamento. Mas um atrativo é a possibilidade de monetização do Instant Articles. Inclusive, fiz um teste de indexação com reflexões importantes acerca deste tema. Recomendo a leitura no link a seguir: http://novojornalismo.com.br/o-que-e-zimburayama-teste-indexacao/

Facebook Instant Articles

Acessível em: https://instantarticles.fb.com/

Guia de utilização disponível em: https://developers.facebook.com/docs/instant-articles

10. Facebook Ads

Considero o Facebook Ads a plataforma de links patrocinados com o maior poder de segmentação de público-alvo do mundo! Realmente é impressionante a capacidade de precisão com que você pode definir a audiência para a qual seus posts e campanhas irão comunicar.

Além disso, o custo de investimento é muito baixo comparado à mídia offline e a outras plataformas online, como Google AdWords ou LinkedIn Ads, para citar apenas dois exemplos. Tenho campanhas rodando a menos de R$ 0,01 o CPC (custo por clique)! Mas claro que isso varia de acordo com a profundidade de segmentação e outros fatores, como qualidade do anúncio e concorrência.

Mas por que é importante saber trabalhar com o Facebook Ads? Para responder a essa pergunta, preciso falar sobre o EdgeRank.

EdgeRank

Considero imprescindível procurar entender o que há por trás de cada ferramenta ou plataforma que utilizamos, para otimizar nosso conteúdo de acordo com suas particularidades específicas. No caso do Facebook, o EdgeRank é o algoritmo que mede a relevância de cada postagem e classifica sua entrega.

Ou seja, isso significa que nem tudo que você posta na sua página, ou de seu cliente, vai chegar a todos os seus fãs, mas sim a apenas uma porcentagem deles, que, dependendo do seu EdgeRank, pode ser mínima.

O algoritmo do Facebook foi lançado com o objetivo de melhorar a experiência de navegação dos seus usuários. Costumo dar o seguinte exemplo: imagine que você tenha 500 amigos e curta 500 páginas. Se cada um deles postar em média uma vez por dia, você teria mil conteúdos por dia na sua timeline. Impossível assimilar essa quantidade toda, concorda?

Portanto, o EdgeRank define a entrega de conteúdo de acordo com critérios como afinidade com o tema, engajamento e ineditismo. Mas esse objetivo implica também em uma forma de “obrigar” páginas a anunciarem no Facebook Ads, a plataforma de links patrocinados do Facebook, caso queiram ter um alcance considerável e que chegue a todo seu público.

Quando lançaram o EdgeRank foi um alvoroço. E a cada nova atualização, os profissionais de Facebook Marketing procuram entender como ela influencia na sua estratégia de conteúdo. Fato é que não é mais possível entregar organicamente seus posts para todos que curtem as páginas que você administra. E isso nos leva à necessidade de saber trabalhar com o Facebook Ads.

Acessível em: https://www.facebook.com/business/

Há uma série de modalidades de campanhas apresentadas no print abaixo. Porém, a mais importante para jornalistas que administram fan pages é a de Impulsionar suas publicações (dentro da categoria Envolvimento), em que você promove seus posts para maior entrega e, consequentemente, engajamento de fãs, e também não fãs, caso seja de seu interesse.

Gerenciador de anúncios do Facebook Ads

Marketing de Conteúdo

Muitos jornalistas ficam com arrepios quando falo de marketing, mas realmente bato muito nessa tecla porque não acredito que o jornalismo consiga mais existir como disciplina isolada de outras da comunicação, como marketing, publicidade, relações públicas, assessoria de imprensa etc.

Reforço que a aplicação de técnicas de marketing de conteúdo ao jornalismo tem como objetivo alcançar uma maior exposição de seu trabalho e conquistar metas estabelecidas como de índices de sucesso para determinado conteúdo (mais tráfego, assinatura de newsletter, venda de serviços e/ou produtos etc.).

Marketing de Conteúdo

Os princípios éticos da profissão permanecem os mesmos e os processos de apuração continuam sendo indispensáveis e criteriosos. O que muda é o estilo de produção de conteúdo, bem como os recursos, plataformas e tecnologias com as quais você vai desenvolver seu material.

11. Blogs

Quando escrevi o primeiro artigo no projeto Novo Jornalismo, em julho de 2014, procurando no Google pela palavra-chave blog, a busca retornava 3.270.000.000 de resultados (mais de três bilhões). Uau! É claro que haverá blogs com múltiplas páginas indexadas, domínios que replicam conteúdo e outros que não são mais atualizados, mas mesmo assim o número é monstruoso.

E pesquisando agora, mais de 3 anos depois, o número pulou para aproximadamente 6.980.000.000 resultados (mais que o dobro!). Caramba! Realmente é impressionante.

Portanto, a blogosfera se tornou essencial em estratégias de assessoria de comunicação. Muita gente me pergunta se é preciso ter um blog em qualquer tipo de site. A minha resposta é sempre sim!

Blogs podem ser utilizados como um espaço de criação de conteúdo diferenciado, complementar à comunicação institucional ou de venda de produtos e serviços.

Além disso, de acordo com o posicionamento de marca da empresa, pode ter maior liberdade criativa e proximidade com os internautas, bem como aproveitar ganchos de pautas que não poderiam ser utilizados de maneira tão assertiva em outros espaços de um site.

Mas, para alcançar seus objetivos, você precisa entender o comportamento do seu público-alvo, seus desejos, dúvidas e necessidades. E oferecer conteúdo que satisfaça as buscas por informação.

Como aumentar sua audiência e ter mais visitantes qualificados em seu blog [em 4 passos]

Recomendo o estudo do artigo Como aumentar sua audiência e ter mais visitantes qualificados em seu blog [em 4 passos], que escrevi com dicas bem legais sobre o tema!

12. Conteúdo Multimídia

O cérebro humano processa imagens 60 mil vezes mais rápido que texto. Pense nisso ao produzir seu material e procure usar conteúdo multimídia (fotos, vídeos, infográficos…).

No tópico sobre jornalismo de dados, mais abaixo, vou dar um exemplo bem legal sobre como produzir conteúdo multimídia.

Métricas

Métricas

O bom profissional de comunicação deve ser movido pela curiosidade. E a curiosidade de jornalistas que produzem conteúdo para a internet pode ser saciada por ferramentas que possibilitam uma compreensão aprofundada do desempenho de seu material, ou seja, de como sua audiência consome e se relaciona com os seus conteúdos.

Google Analytics

13. Análise de Métricas

Existem uma série de ferramentas com as quais você pode analisar dados de tráfego, comportamento do público-alvo e segmentações diversas de alcance de postagens e engajamento da audiência. Praticamente todas as mídias contam com ferramentas próprias de análise.

Entre as que uso com mais frequência no meu dia a dia de trabalho estão o Google Analytics, Google Search Console e Facebook Insights, mas também existem outras complementares que você pode estudar no artigo 25 ferramentas que todo jornalista deveria conhecer e utilizar [+ 2 bônus incríveis].

14. SEMrush

Uma das principais plataformas que também utilizo com bastante frequência é a SEMrush, que tem como principal diferencial uma tecnologia que oferece informações referentes à análise de competitividade de mercado para planejamento de posicionamento e investimento no Google AdWords, a plataforma de links patrocinados do Google.

A partir desta tecnologia, a SEMrush consegue simular quanto seu cliente economiza em investimento no Google AdWords com as visitas provenientes da busca orgânica (não paga) do Google, cruzando dados do posicionamento médio de palavras-chave e custo médio por clique, caso ele estivesse dando lances no leilão de links patrocinados.

SEMrush

Acessível em: https://pt.semrush.com/

15. Jornalismo de Dados

O jornalismo de dados não se resume apenas à captura e análise de métricas, mas também na forma como são apresentados estes dados em um artigo, reportagem ou post. O que você pode extrair de notícias a partir do estudo de dados e pesquisas? Não é à toa que o termo From data to action já se tornou moda!

A interpretação de dados e formatação em conteúdo multimídia são considerados como a cereja do bolo do jornalismo digital. É a maneira mais adequada de apresentar histórias e/ou explicar ao público grandes volumes de informação de forma facilmente assimilável.

Eu tinha uma grande curiosidade sobre um assunto e passei seis meses fazendo pesquisa com captação de dados, cujo resultado foi o artigo O Jornalista está preparado para o ambiente digital? [Infográfico].

O formato de infográfico foi o escolhido para apresentação dos resultados, pois visualmente é muito mais amigável que blocos de texto, listas ou planilhas. Recomendo a leitura do material, como exemplo.

O Jornalista está preparado para o ambiente digital?

Inovação e Criatividade

Tendo em vista tudo que este artigo aborda, não seria novidade eu dizer que a inovação e a criatividade são indispensáveis para nossa profissão, para o mercado e, principalmente, para sermos profissionais diferenciados e com alta empregabilidade.

Escolhi para representar este tópico o Growth Hacking, que acredito refletir bem essa evolução do significado de inovação e criatividade aplicado ao universo da comunicação digital!

16. Growth Hacking

Growth hacking é a junção de dois termos fundamentais para a indústria de marketing e tecnologia, aplicada ao universo dos negócios, e que vem ganhando cada vez mais destaque no cenário brasileiro.

Mas, antes de entrar nos aspectos técnicos, é preciso entender a terminologia e seus conceitos.

Growth vem do verbo to grow, que significa crescer.

Hacking vem do termo hacker, aquele cara que, geralmente, é visto como invasor de sites, com objetivos nem sempre nobres (pra não pegar muito pesado), mas que é um profissional fundamental para o desenvolvimento e manutenção de sistemas de segurança online, por exemplo.

O growth hacking seria, então, uma disciplina que une conhecimentos de marketing e tecnologia para buscar o crescimento de um produto, marca ou empresa, a fim de alcançar seus objetivos de negócio.

O que é Growth Hacking e por que jornalistas precisam ter esse conhecimento

Mas você pode estar se perguntando o que isso tem a ver com jornalismo. Te convido a ler a resposta completa no artigo O que é Growth Hacking e por que jornalistas precisam ter esse conhecimento. Nele cito um case bem legal do GloboEsporte.com.

Credibilidade

Um dos principais problemas que afetam a credibilidade do jornalismo são as fake news. E isso leva a um dos desafios mais importantes da nossa profissão: a conquista da confiança de nossa audiência.

Credibilidade

17. Combate às Fake News

Há diversos movimentos dedicados a verificação, credibilidade e informação de qualidade. Essa preocupação realmente está ganhando cada vez mais força, sendo, por exemplo, uma das quatro áreas nas quais o Google atua para ajudar a acelerar a inovação no jornalismo, por intermédio do programa Google News Lab, que citei mais acima aqui neste artigo.

Uma iniciativa chamada The Trust Project é muito importante nesse cenário, pois tem como objetivo construir uma imprensa mais confiável por intermédio de indicadores de confiança. O Facebook está aderindo a esse projeto e anunciou oficialmente o lançamento de novos indicadores de confiança para notícias, baseados no The Trust Project e como parte do Projeto Facebook para Jornalismo.

Saiba mais em: https://media.fb.com/2017/11/16/launching-new-trust-indicators-from-the-trust-project-for-news-on-facebook/

Postura Profissional

O empreendedorismo está cada vez mais na moda e pelo visto veio para ficar. Basicamente, existem dois tipos de postura profissional quando se fala neste assunto. Ou você empreende abrindo seu próprio negócio, ou você desenvolve um perfil empreendedor para alcançar seus objetivos de reconhecimento profissional e crescimento dentro da empresa na qual você trabalha e/ou no mercado em que atua.

Quero deixar claro esse ponto: ter um perfil empreendedor não quer dizer que você precisa abrir uma empresa. Você precisa ter esse perfil caso deseje se destacar no seu trabalho, crescer e ser promovido. Vivemos uma época do jornalismo de startups. Dificilmente seu emprego será num grande veículo de comunicação.

Recomendo a leitura do artigo Empreendedorismo digital: O perfil do novo jornalista para mais informações.

Postura Profissional

18. Perfil Empreendedor

O desafio de empreender é muito difícil! Muita gente acha que quando se tem sua própria empresa, você vai trabalhar menos, já que tem uma equipe à sua disposição, mas há uma ilusão de que é um trabalho mais fácil do que ter um emprego formal. Na verdade é muito, mas muito, mais difícil.

Mesmo que você se planeje muito bem, nunca vai saber quanto vai ganhar no mês seguinte. Você estará exposto a fatores externos imprevisíveis, não apenas à concorrência, estará suscetível a crises financeiras e/ou de gestão, entre diversos outros aspectos. Isso te levará a um grande desafio, de ter que tomar decisões complexas com bastante frequência.

Obs.: quero deixar claro que isso não faz a experiência ser menos positiva. Ter minha empresa foi a realização de um dos meus maiores objetivos de vida.

Em relação a clientes e prospecções, muitas empresas (me arrisco a dizer que a maioria) têm gestões com aquele pensamento completamente errado de que na crise se corta marketing, comunicação, publicidade… e isso leva a uma desvalorização de serviços do setor. Lembra da fábula da cigarra e da formiga? É preciso sempre estar preparado para o inverno. Se você se interessa por este tema, recomendo a leitura de um artigo que escrevi para a revista Business Review Brasil, de título Investir ou não investir em marketing durante a crise econômica?.

Para quem busca reconhecimento profissional e crescimento dentro da empresa na qual trabalha, há alguns desafios técnicos e comportamentais muito importantes.

No caso específico do jornalismo, nossa profissão passa por profundas mudanças há algum tempo. O desenvolvimento tecnológico levou à necessidade de domínio de uma série de ferramentas, técnicas e estratégias que ainda não se ensinam na universidade.

Não adianta escrever um artigo, por exemplo, que vai ser publicado no ambiente online, sem pensar em conteúdo multimídia; não basta dominar as técnicas de apuração e redação, é preciso saber se o seu conteúdo foi bem indexado na busca do Google, se rendeu tráfego qualificado e, dependendo do objetivo do conteúdo, se rendeu conversões. Portanto, há uma série de fatores que estão transformando o jornalismo, cada vez mais, e precisamos estar atualizados!

Falando especificamente da questão comportamental, procure se destacar como um profissional proativo, que seja uma referência para a empresa na qual você atua. Destaque-se! Mostre que você é muito importante não somente pela qualidade do seu trabalho, mas principalmente pela sua dedicação e comprometimento.

Pelo que converso com amigos empreendedores e percebo no mercado, a maioria dos profissionais têm uma visão míope de que precisam ser reconhecidos e/ou promovidos para se dedicar mais, mas na verdade o gestor prioriza a promoção de quem já apresenta um diferencial a mais, de quem realmente veste a camisa.

Óbvio que você não precisa ser bajulador para crescer profissionalmente dentro de uma empresa (muito pelo contrário!), mas é fundamental ter um bom relacionamento com seus gestores, o mais próximo possível. Claro que isso nem sempre é fácil de conseguir, mas há oportunidades que podem ser aproveitadas em gestões que trabalham com modelos de hierarquia horizontal.

Isso serve não apenas para contribuir com um ambiente saudável no dia a dia de trabalho, mas também para conhecer mais profundamente a filosofia gerencial e visão da empresa na qual você atua, além de facilitar que você seja notado como alguém que demonstra interesse por se aprofundar no trabalho e nas relações interpessoais.

Outro ponto muito importante é ter em mente que gestores e donos de empresas se falam. O mercado se conhece! É natural que haja discordância ou diferentes pontos de vista em qualquer tipo de relação. Recomendo sempre que quando isso acontecer, procure abrir um canal de diálogo para dirimir eventuais conflitos. Às vezes são questões que parecem ser complexas, mas que com uma conversa podem se mostrar simples de resolver. Lembre-se: o que não é resolvido pode virar bola de neve…

E, se for o caso de se desligar da empresa, deixe as portas abertas. Saia de uma maneira elegante, profissional. Deixe sempre boas impressões, pois assim você só terá boas recomendações quando um novo empregador em potencial resolver entrar em contato com as empresas anteriores do seu currículo, bem como você será lembrado em futuras oportunidades e/ou pedidos de indicação. Deixar uma boa imagem por onde você passa pode ser fundamental para o seu futuro profissional. 😉

Conclusão

É preciso, definitivamente, ver o jornalismo não como uma disciplina isolada do mix de comunicação. Reforço que não existe mais jornalismo sem marketing, publicidade, relações públicas, assessoria de imprensa etc. Toda empresa que se preocupa com sua imagem, ou que quer usar a comunicação como forma de render negócios, precisa ter uma equipe qualificada de comunicação com capacidade de desenvolver tudo que envolve o marketing de conteúdo, mesmo em veículos de comunicação tradicionais.

O jornalista que quer se destacar no mercado de trabalho precisa ter essa noção de Perfil Empreendedor e atuar de forma cada vez mais moderna, se atualizando e reinventando a cada dia.

Por enquanto, é isso! Espero que você tenha gostado do artigo! Se gostou, utilize os botões de compartilhamento nas redes sociais para indicar aos seus contatos e amigos!

E aí, você já conhecia todas essas tendências? Adoraria saber sua opinião sobre elas e, caso já tenha contato com alguma no seu dia a dia de estudo e trabalho, o relato de sua experiência seria muito importante de ser compartilhado. Fique à vontade para usar o espaço de comentários, logo abaixo. E se tiver alguma tendência a acrescentar, fique à vontade!

Caso tenha alguma dúvida, não deixe de entrar em contato. Um abraço e até a próxima! 😀

 

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dezembro 2nd, 2017

Posted In: jornalismo digital


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